25 maio 2013
Playlist pré-balada
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Yasmin Freitas
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24 maio 2013
Wishlist: As T-shirt da OQVESTIR
Não sei se vocês também tem esse hábito, mas quando vejo as minhas blogueiras preferidas falarem de alguma loja virtual vou correndo conferir o que tem nas lojinhas, porque a depender do preço farei umas comprinhas. Pensando nisso, hoje trouxe uma loja, a OQVESTIR, a qual sempre vi a Bruna Vieira colocar em suas wishlists e looks do dia. Um dia desses resolvi dar uma passadinha no site e vi muitas coisas que eu não teria como comprar (essa vida de pobre...), mas que fiquei louca para ter em meu guarda roupa. E algumas delas foram as t-shirts (você já sabem do meu amor com esse tipo de roupa, não é?).
São lindas não é mesmo? Estou louca por todas elas! Quero muito e quero já no meu guarda roupa (risos). E vocês, se apaixonaram por alguma peça do site?
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Yasmin Freitas
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23 maio 2013
Livro: À primeira vista
Como mostrei no vlog do meu aniversário e no vídeo com os meus presentes, no dia do meu aniversário, uma das minhas amigas mais antigas e queridas provou que me conhece muito bem e me deu um presente maravilhoso: À primeira vista do Nicholas Sparks. Confesso que como estava carregada de trabalhos na faculdade, tentei me segurar para ler esse livro depois, quando o meu tempo tivesse um pouco mais... folgado. Mas não resisti e fui super empolgada e curiosa ler o livro.
Ao ler as capas e contracapas do livro, vi alguns nomes conhecidos e logo percebi que este livro é a continuação de O Milagre, um outro livro do autor que amei e já resenhei para vocês. Além de ver os nomes conhecidos, outros detalhes me chamaram atenção. Quando li "estar sendo traído", "vivendo uma crise criativa" e "gestação complicada" no mesmo texto e com os nomes fiquei pensando "essa história deu uma reviravolta?" e nem preciso dizer que isso só me deixou mais curiosa, não é mesmo? Então comecei a ler e fiquei com aquela vontade louca de devorar o livro inteiro.
O livro conta a história de Jeremy Marsh e Lexie Darnell (agora, Lexie Marsh) um pouco antes e após o casamento. Como é retratado em O Milagre, o casal se conheceu quando o rapaz, um grande jornalista nascido e criado em Nova Iorque, se muda para a pequena cidade de Boone Creek para escrever mais uma de suas matérias sobre fatos considerados sobrenaturais. Nessa viagem a trabalho ele conhece Lexie e o seu amor pela garota é tão forte a ponto que ele decide se casar e se mudar para a cidade que ela cresceu e tanto ama - mesmo que essa cidade não seja aquele que ele sonhou morar durante o resto de sua vida.
A história começa mostrando o pedido de casamento de Jeremy (e acho que qualquer garota vai querer algo parecido), o momento em que ela conhece a grande família de seu noivo e a mudança para seu novo destino. Até esse momento tudo são flores, porém os problemas começam a aparecer. Jeremy começa a receber emails que colocam em questão o quanto ele conhece a sua noiva, tem problemas para se adaptar ao novo local e para piorar a sua situação, ele tem um bloqueio criativo que o impede de escrever as matérias responsáveis pelo seu sustento e alguns problemas com a sua amada. A sua vida dá um verdadeiro giro de 360 graus. E como será que ele vai passar por tudo isso? Bom, isso eu não vou contar porque vai ser o final do livro (risos).
Ao ler as capas e contracapas do livro, vi alguns nomes conhecidos e logo percebi que este livro é a continuação de O Milagre, um outro livro do autor que amei e já resenhei para vocês. Além de ver os nomes conhecidos, outros detalhes me chamaram atenção. Quando li "estar sendo traído", "vivendo uma crise criativa" e "gestação complicada" no mesmo texto e com os nomes fiquei pensando "essa história deu uma reviravolta?" e nem preciso dizer que isso só me deixou mais curiosa, não é mesmo? Então comecei a ler e fiquei com aquela vontade louca de devorar o livro inteiro.
(se alguém entender a lógica dessa foto me avisa e eu sensualizei com o olhar hein? haha)
O livro conta a história de Jeremy Marsh e Lexie Darnell (agora, Lexie Marsh) um pouco antes e após o casamento. Como é retratado em O Milagre, o casal se conheceu quando o rapaz, um grande jornalista nascido e criado em Nova Iorque, se muda para a pequena cidade de Boone Creek para escrever mais uma de suas matérias sobre fatos considerados sobrenaturais. Nessa viagem a trabalho ele conhece Lexie e o seu amor pela garota é tão forte a ponto que ele decide se casar e se mudar para a cidade que ela cresceu e tanto ama - mesmo que essa cidade não seja aquele que ele sonhou morar durante o resto de sua vida.
A história começa mostrando o pedido de casamento de Jeremy (e acho que qualquer garota vai querer algo parecido), o momento em que ela conhece a grande família de seu noivo e a mudança para seu novo destino. Até esse momento tudo são flores, porém os problemas começam a aparecer. Jeremy começa a receber emails que colocam em questão o quanto ele conhece a sua noiva, tem problemas para se adaptar ao novo local e para piorar a sua situação, ele tem um bloqueio criativo que o impede de escrever as matérias responsáveis pelo seu sustento e alguns problemas com a sua amada. A sua vida dá um verdadeiro giro de 360 graus. E como será que ele vai passar por tudo isso? Bom, isso eu não vou contar porque vai ser o final do livro (risos).
(foto desfocadinha e sem edição porque amei ela assim)
A leitura é super agradável e confesso que mudei muito o meu humor ao decorrer do livro. Comecei com um encantamento, passei pela curiosidade - e até raiva em alguns momentos - e depois tive uma crise de riso que acabou em muitas lágrimas (e não foram de tanto rir). O livro é a continuação da história de O Milagre e você consegue ler sem ter lido o outro livro antes, mas vão ter muitas partes que não vão ficar muito claras (vai ser como assistir novela depois de perder vários dias, sabe?). E apesar desses detalhes recomendo a leitura para vocês, mas ao chegar próximo do final (principalmente, os últimos quatro capítulos), aconselho a estar em um local onde possa rir bem alto e também deixar as lágrimas rolarem.
Assim como a maioria dos livros do Nicholas Sparks, a abertura do capítulo não possui nada de extraordinário, é simples e as páginas são amarelas. Gostei bastante da fonte e do espaçamento. As letras não são minúsculas e os parágrafos não são tão separados, mas também não são colados. A única coisa que não me atrapalhou tanto na leitura, mas acho que merece um ajuste são as margens, pois elas se aproximam muito do centro do livro e isso pode ser meio incômodo na hora da leitura. Também encontrei alguns erros de digitação que me fizeram voltar para o início da frase para compreender e foi meio chatinho.
E aí, alguém já leu? Gostaram? E quem não conhecia, ficou com vontade de ler?
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Yasmin Freitas
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A nova música do Catch Side
Há um pouco mais de uma mês atarás recebi, no mesmo dia, duas notícias maravilhosas: a primeira é que eu tinha sido chamada pela universidade federal do meu estado e a segunda é que a minha banda preferido, o Catch Side, está de volta! Foram muitos dias acompanhando facebook, instagram, twitter, vendo fotos de estúdio e ficando louca para ver uma música nova ou até mesma a possibilidade de um em um show deles que eu pudesse ir (o sonho não acabou!). Até que hoje, encontro uma foto com a página de youtube e uma música nova. Corri para conferir e ainda não estava no ar, mas pouco depois, com a ansiedade lá no topo, vi o link para todo mundo ver. A banda voltou com dois integrantes novos e pela primeira música lançada já dá para perceber que as músicas continuarão sendo tão perfeitas quanto as antigas. E se você quer conferir, dá um play!
E aí, gostaram? Eu amei! E se quiserem conhecer mais a banda, acompanhe os meninos nas redes sociais (site oficial, facebook, twitter, instagram).
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Yasmin Freitas
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22 maio 2013
Aplicativos de fotografia
Acho que nunca deixei isso muito claro em nenhum dos posts do blog, mas sou apaixonada por fotografia e a cada dia mais tenho ficado mais curiosa para descobrir novas formas de editar as fotos, novos programas etc. Após ganhar um smartphone, onde posso baixar milhares de aplicativos (gratuitos, é claro), aí foi que essa coisa de edição ficou mais aflorada em mim, porque há aplicativos legais e que tornam funções que seriam um bicho de sete cabeças no photoshop em algo simples, prático e divertido. Pensando nisso, hoje decidi compartilhar com vocês alguns dos tantos aplicativos de fotografia que tenho no meu celular.
Ah, o Instagram... Acho que nem preciso falar muito dele, não é mesmo? Só vou reforçar uma coisa: sou viciada nesse aplicativo! Na verdade, ele não tem tantos recursos de edição como os demais, mas ele é sim um aplicativo de fotografia e um dos meus preferidos, afinal edito mais foto no instagram do que nos programas de edição ou demais aplicativos.
Sabe aquela foto que você quer postar no instagram, mas não consegue porque o tamanho dela é grande demais e você não quer cortá-la? Então, esse aplicativo, o Squaready, é responsável por fazer você postar a sua foto inteirinha, sem precisar cortar. Nela você a dimensiona da forma que quer e depois posta na rede social que quiser. Aparentemente o programa tem outras funções como efeitos e corte, mas como o utilizo apenas para essa função não sei falar sobre.
Esse programa vocês já devem conhecer. Ele é o Pic Stitch e nele você fez essas montagens com uma quantidade de fotos enorme. Sei que tem outros aplicativos que também fazem esse tipo de montagem, mas ele é o único que utilizo.
Quem nunca sonhou em tirar foto em uma daquelas cabines fotográficas? Acho que todo mundo. Mas como não são todas as pessoas que conseguem tornar esse sonho real, tem um aplicativo, o Photocabine, que reproduz uma espécie de cabine de fotos, onde você pode selecionar o modelo e se tiver tirando fotos suas e/ou com os amigos. Adoro tirar fotos divertidas com os meus amigos e familiares nesse aplicativo.
Esse é o aplicativo responsável por todas essas "faixinhas" que estão nas fotos dos aplicativos. O Labelbox é um aplicativo que você escolhe uma das várias opções de faixas, coloca na parte de sua foto onde deseja e digita o texto. Na foto acima estão alguns modelos, mas estes não são os únicos. Legal não é?
Nem todas as pessoas gostam de editar as suas fotos com os filtros do instagram ou querem efeitos diferenciados, então aqui vai uma dica de um editor de fotos bem bacana e que tem efeitos bem diferentes dos filtros do instagram: o Pixlr-o-matric. Esse aplicativo também está disponível para Andoid e para quem quer usar para editar uma foto online, em seu computador mesmo.
O Befunk é um aplicativo que segue a mesma linha do Pixlr-o-matric. Ele também tem efeitos diferenciados e está disponível para Andoid e na internet. Além dos efeitos, ele também possui molduras e algumas ferramentos comuns a maior parte do editores como corte, rotação etc.
Esse programa vocês já devem conhecer. Ele é o Pic Stitch e nele você fez essas montagens com uma quantidade de fotos enorme. Sei que tem outros aplicativos que também fazem esse tipo de montagem, mas ele é o único que utilizo.
Quem nunca sonhou em tirar foto em uma daquelas cabines fotográficas? Acho que todo mundo. Mas como não são todas as pessoas que conseguem tornar esse sonho real, tem um aplicativo, o Photocabine, que reproduz uma espécie de cabine de fotos, onde você pode selecionar o modelo e se tiver tirando fotos suas e/ou com os amigos. Adoro tirar fotos divertidas com os meus amigos e familiares nesse aplicativo.
Esse é o aplicativo responsável por todas essas "faixinhas" que estão nas fotos dos aplicativos. O Labelbox é um aplicativo que você escolhe uma das várias opções de faixas, coloca na parte de sua foto onde deseja e digita o texto. Na foto acima estão alguns modelos, mas estes não são os únicos. Legal não é?
Nem todas as pessoas gostam de editar as suas fotos com os filtros do instagram ou querem efeitos diferenciados, então aqui vai uma dica de um editor de fotos bem bacana e que tem efeitos bem diferentes dos filtros do instagram: o Pixlr-o-matric. Esse aplicativo também está disponível para Andoid e para quem quer usar para editar uma foto online, em seu computador mesmo.
O Befunk é um aplicativo que segue a mesma linha do Pixlr-o-matric. Ele também tem efeitos diferenciados e está disponível para Andoid e na internet. Além dos efeitos, ele também possui molduras e algumas ferramentos comuns a maior parte do editores como corte, rotação etc.
O Photoshop Express é bem parecido como o programa que temos no computador, mas ele não possui nem metades das funções do programa original, é claro. As funções presentes no programa são aquelas que todo bom editor possui (cortar; girar; alterar cor, contraste e brilho) e também conta com alguns efeitos (que se parecem mais com os filtros do instagram do que com as actions) e molduras, sendo alguns deses recursos pagos e outros não.
Não sei se isso acontecia com vocês, mas, para mim, era comum ver esse tipo de edição nos instagrans dos famosos, achar um máximo, querer fazer igual, mas não encontrar o aplicativo ou ele ser pago (pobre feelings). Mas então me indicaram o Bezel que além dessa edição como esse tipo de moldura, ele ainda faz montagens com várias fotos. Ele é simples, prático e apareceu na hora certa pra mim.
Acho que todo mundo já viu alguma foto que saiu desse aplicativo. O Mirrorgram é um aplicativo que funciona como um espelho. Ele dobra as imagens da forma que for selecionada como se fosse o reflexo de um espelho. Acho muito divertido, embora nem sempre curta os resultados das minhas edições.
Outro tipo de edição que sempre via as pessoas fazerem e queria muito era essa, onde a foto fica no formato de uma letra ou palavra. Demorei para encontrar um aplicativo, mas quando estava quase desistindo, o LetterFX Free me apareceu e fiquei dando pulinhos de tanta alegria. O aplicativo já tem várias frases e palavras legais para serem utilizadas e são todas bem criativas e fora do comum.
Além dos aplicativos que foram apresentados recomendo o Pic collage para fazer colagens com as suas fotos; o Multi-lens e o PopBooth para tirar fotos sequenciais bem legais e com efeitos muito bons; o InstaFrame Free para mais molduras lindas e divertidas e o Visage Lab para corrigir aquelas manchinhas e tirar aquelas malditas espinhas das fotos.
E aí, gostaram dos aplicativos que mostrei aqui? Vocês utilizam algum? Se interessaram por algum?
Não sei se isso acontecia com vocês, mas, para mim, era comum ver esse tipo de edição nos instagrans dos famosos, achar um máximo, querer fazer igual, mas não encontrar o aplicativo ou ele ser pago (pobre feelings). Mas então me indicaram o Bezel que além dessa edição como esse tipo de moldura, ele ainda faz montagens com várias fotos. Ele é simples, prático e apareceu na hora certa pra mim.
Acho que todo mundo já viu alguma foto que saiu desse aplicativo. O Mirrorgram é um aplicativo que funciona como um espelho. Ele dobra as imagens da forma que for selecionada como se fosse o reflexo de um espelho. Acho muito divertido, embora nem sempre curta os resultados das minhas edições.
Outro tipo de edição que sempre via as pessoas fazerem e queria muito era essa, onde a foto fica no formato de uma letra ou palavra. Demorei para encontrar um aplicativo, mas quando estava quase desistindo, o LetterFX Free me apareceu e fiquei dando pulinhos de tanta alegria. O aplicativo já tem várias frases e palavras legais para serem utilizadas e são todas bem criativas e fora do comum.
Além dos aplicativos que foram apresentados recomendo o Pic collage para fazer colagens com as suas fotos; o Multi-lens e o PopBooth para tirar fotos sequenciais bem legais e com efeitos muito bons; o InstaFrame Free para mais molduras lindas e divertidas e o Visage Lab para corrigir aquelas manchinhas e tirar aquelas malditas espinhas das fotos.
E aí, gostaram dos aplicativos que mostrei aqui? Vocês utilizam algum? Se interessaram por algum?
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Yasmin Freitas
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21 maio 2013
Efeitos colaterais da distância
Era mais um dia frio de Junho. A chuva, finalmente, havia dado uma trégua, mas era claro que logo a tempestade estaria de volta. Exceto por alguns carros que ainda passavam pela rua e as ambulâncias que corriam com seu estrondoso alarme, a cidade permanecia em um silêncio considerado agoniante para alguns. Na televisão sem canais pagos, passavam aqueles mesmos filmes clichês e nas emissoras de rádio, as músicas agitadas e sem conteúdo pareciam ter dado espaço para a trilha sonora de casais apaixonados. Parecia tão desagradável quanto o dia dos namorados para os solteiros, mas o dia doze já havia passado.
Ela estava sozinha em casa. Há alguns anos atrás, chuva era sinônimo de casa cheia, porém, nos últimos meses, nem nos dias ensolarados sua casa se encontrava preenchida. Se resumia a ela e seu quarto bagunçado, os pratos para lavar sobre a pia e as roupas que demorariam a secar penduradas no varal. Aquele poderia ser um final de semana que sua mãe apareceria e lhe puxaria a orelha por não manter a casa organizada, por ter lavado tantas roupas quando sabia que elas não iam secar e até mesmo pelo fracasso em algumas matérias da faculdade. Porém, naquele final de semana, sua mãe não estaria ali. A vida lhe fez o favor de mudar os planos sem ao menos lhe perguntar se estava tudo ok. Não havia viajado com seus pais, nem se incluído nos planos das amigas. Apenas se levantou as cinco da manhã, foi para a faculdade e ao voltar para casa se entregou de bandeja para o tédio.
Ele, ao contrário dela, estava cercado por toda a sua família. Aquilo costumava acontecer nos feriados. Ele tomava aquele avião para o sul e lá se encontraria com a sua sobrinha que não via a tanto tempo, a irmã mais velha que lhe deu tantos conselhos, o cunhado que lhe fez receber vários castigos desnecessários, a mãe que parecia cada vez mais nova, seu padrasto e seu meio irmão que o amava tanto quanto as suas irmãs de sangue. Porém por mais que estivesse rindo ao fazer com sua sobrinha algo que nunca se imaginou fazendo, se divertindo relembrando as histórias de infância com os parentes ou se irritando ao ser acordado cedo no domingo pelo irmão mais novo, alguma peça faltava para ter a impressão de que seu quebra cabeça estava, realmente, completo. Encarou por inúmeras vezes o celular, se deparou com a foto que lhe fazia abrir um longo sorriso bobo e pensou em fazer uma ligação, mas sempre o devolvia para algum móvel de madeira que estava próximo de onde estava sentado.
As mãos dela já tinham manuseado naquele telefone móvel inúmeras vezes. Tinha acessado as redes sociais, lido todas as notas que havia deixado ali, escutado todas as músicas, olhado as fotos e vídeos, relido aquelas mensagens que nunca teve coragem de apagar. Todos esses atalhos lhe tiravam do seu destino final: o ícone verde ao lado do nome daquele contato de sua agenda. Porém suas mãos decidiram deixar de pegar atalhos e seguiu diretamente para onde deveria. Apertou aquele botão e encostou o telefone em sua orelha. Um, dois, três toques. A agonia em pensar que poderia não ser atendida, fazia com que se arrependesse de ter telefonado. Mas então…
— Alô.
Ouviu aquela voz que tanto ansiava, mas de repente, parecia que todas as forças haviam ido embora, que cordas vocais não se mexiam mais e sua boca não iria se abrir de forma alguma.
— Alô?! — Ouviu a voz se repetir e só então tomou coragem para tentar pronunciar um “oi”.
— Alô. Oi. Sou eu.
— Oi! Estava pensando em ligar para você. — Por que não ligou antes? Pensou.
— E por que não ligou?
— Não sei. Acho que fiquei com medo de que não me atendesse. — Por que não lhe atenderia? Teve vontade de perguntar.
— Também fiquei meio receosa em te ligar.
— Mas me ligou.
— É.
— Você sempre tomando alguma iniciativa.
— Tem que ser assim, não é mesmo?
— Deve ser.
Silêncio. Foi que se ouviu após aquela resposta. Então era isso? O assunto terminaria ali? Ou será que ambos tinham tantos assuntos para discutir que não sabiam por onde começar? Ou é apenas medo de seu assunto ser considerado tolo?
— E então… como está sendo o seu final de semana?
— Bom. Daquele mesmo jeito, você sabe como é. Sou obrigado a comer, pois dizem que estou magro demais; vou dormir tarde, porque estava conversando sobre aqueles assuntos que todo mundo diz que é idiota e bebendo aquelas coisas que você sempre faz careta quando lhe ofereço e diz não querer provar por ter medo de cuspir em meu rosto; sou acordado cedo demais ou com carrinhos em minha cama ou com o rosto maquiado. — Ele soltou um riso daqueles que é impossível distinguir se era feliz, irônico ou seco demais. — Aquele ciclo que você conhece. E você? O que tem feito?
Pensou no que diria e chegou a conclusão de que não teria nada de bom para contar. O que diria? Que estava se divertindo tanto quanto ele? Não. Ele estava se divertindo com as pessoas que amava, degustando a culinária daquele lugar que um dia foi seu lar e ela estava apenas deitada em sua cama, mexendo em seu celular e olhando para o teto branco que começava a ganhar outra tonalidade. Isso não parecia algo bom para se dizer.
— Estive pensando em você. — Foi a única resposta verdadeira que lhe veio em mente.
— Em mim?
— Sim. Estou sentindo a sua falta. Hoje o dia amanheceu bem frio e eu olhei para o espaço da cama que você normalmente ocupa, esperando te encontrar ali ou pelo menos ver a porta da suíte fechada caso você não estivesse ali. Mas não te vi dormindo do meu lado ou esperando os meus olhos abrirem e enxergar você antes de qualquer coisa, nem vi a porta da suíte fechada e muito menos senti o lençol ainda quente do seu corpo que passou a última noite ali. Mas tudo bem, respirei fundo e levantei da cama. Então senti saudades da sua presença ali na cozinha, preparando o nosso café e me abraçando pela cintura enquanto visto aquela sua camisa que me serve de pijama e temo que os vizinhos vejam demais ou pensem absurdos ao nosso respeito. Mas mesmo assim abri a geladeira, as prateleiras e preparei o meu café da manhã. Então chegou a hora de sair de casa. Não encontrei seu guarda chuva ali perto da porta, nem ouvi você sendo contrário a minha sugestão, afirmando que bastava apenas um guarda chuva para nos proteger da chuva forte que caia lá fora. E adivinha, hoje, pela primeira vez após muitos anos, odiei quando aquela água tocou na minha bota e me fez ter medo que molhasse as minhas meias pretas que tanto gosto de usar no inverno, assim como odiei o fato de chegar na faculdade com os cabelos e o meu casaco amarelo molhados.
— Sabe, também estou sentindo a sua falta. Ontem a noite, minha sobrinha invadiu o meu quarto, disse que tinha perdido o sono e com aqueles olhinhos dela me pediu pra ficar ali comigo. Eu não consegui parar de pensar como teria sido se você estivesse ali, deitada junto comigo. Fiquei pensando em como você deixaria o seu lado maternal aflorar, colocaria ela entre nós dois, lhe contaria história e cantaria aquelas músicas que nunca consegui decorar. E quando anoitece é tão estranho sentar naquela roda e não ter você ali com a cabeça em meu ombro, rindo até da mosca que passa pela sua frente ou respondendo as piadas do meu cunhado. Depois que você passou a estar comigo em quase todo lugar que vou e em qualquer coisa que faço, é estranho não te ter aqui.
— É como se só estivéssemos completos ou satisfeitos quando estamos juntos.
— Sim. Isso mesmo.
Mais silêncio. Será que ele visitaria aquela ligação mais uma vez? Ou será que eles tinham perdido a vontade de conversar sobre aquilo? Será que estavam selecionando as palavras?
— Está fazendo o que?
— É pra ser sincera?
— Claro!
— Estava procurando o que fazer. Não tem nenhuma visita aqui em casa, nenhum parente por perto, os vizinhos estão viajando, a televisão e o rádio parecem estar de mal comigo…
— Eu também. Estava encarando sua foto no papel de parede, criando coragem para te ligar.
— É? E o que você iria me dizer quando eu atendesse?
— Eu te amo. Estou sentindo a sua falta.
Silêncio.
— Eu também te amo. Mas te diria mais uma coisa.
— O que?
— Volte logo.
As mãos dela já tinham manuseado naquele telefone móvel inúmeras vezes. Tinha acessado as redes sociais, lido todas as notas que havia deixado ali, escutado todas as músicas, olhado as fotos e vídeos, relido aquelas mensagens que nunca teve coragem de apagar. Todos esses atalhos lhe tiravam do seu destino final: o ícone verde ao lado do nome daquele contato de sua agenda. Porém suas mãos decidiram deixar de pegar atalhos e seguiu diretamente para onde deveria. Apertou aquele botão e encostou o telefone em sua orelha. Um, dois, três toques. A agonia em pensar que poderia não ser atendida, fazia com que se arrependesse de ter telefonado. Mas então…
— Alô.
Ouviu aquela voz que tanto ansiava, mas de repente, parecia que todas as forças haviam ido embora, que cordas vocais não se mexiam mais e sua boca não iria se abrir de forma alguma.
— Alô?! — Ouviu a voz se repetir e só então tomou coragem para tentar pronunciar um “oi”.
— Alô. Oi. Sou eu.
— Oi! Estava pensando em ligar para você. — Por que não ligou antes? Pensou.
— E por que não ligou?
— Não sei. Acho que fiquei com medo de que não me atendesse. — Por que não lhe atenderia? Teve vontade de perguntar.
— Também fiquei meio receosa em te ligar.
— Mas me ligou.
— É.
— Você sempre tomando alguma iniciativa.
— Tem que ser assim, não é mesmo?
— Deve ser.
Silêncio. Foi que se ouviu após aquela resposta. Então era isso? O assunto terminaria ali? Ou será que ambos tinham tantos assuntos para discutir que não sabiam por onde começar? Ou é apenas medo de seu assunto ser considerado tolo?
— E então… como está sendo o seu final de semana?
— Bom. Daquele mesmo jeito, você sabe como é. Sou obrigado a comer, pois dizem que estou magro demais; vou dormir tarde, porque estava conversando sobre aqueles assuntos que todo mundo diz que é idiota e bebendo aquelas coisas que você sempre faz careta quando lhe ofereço e diz não querer provar por ter medo de cuspir em meu rosto; sou acordado cedo demais ou com carrinhos em minha cama ou com o rosto maquiado. — Ele soltou um riso daqueles que é impossível distinguir se era feliz, irônico ou seco demais. — Aquele ciclo que você conhece. E você? O que tem feito?
Pensou no que diria e chegou a conclusão de que não teria nada de bom para contar. O que diria? Que estava se divertindo tanto quanto ele? Não. Ele estava se divertindo com as pessoas que amava, degustando a culinária daquele lugar que um dia foi seu lar e ela estava apenas deitada em sua cama, mexendo em seu celular e olhando para o teto branco que começava a ganhar outra tonalidade. Isso não parecia algo bom para se dizer.
— Estive pensando em você. — Foi a única resposta verdadeira que lhe veio em mente.
— Em mim?
— Sim. Estou sentindo a sua falta. Hoje o dia amanheceu bem frio e eu olhei para o espaço da cama que você normalmente ocupa, esperando te encontrar ali ou pelo menos ver a porta da suíte fechada caso você não estivesse ali. Mas não te vi dormindo do meu lado ou esperando os meus olhos abrirem e enxergar você antes de qualquer coisa, nem vi a porta da suíte fechada e muito menos senti o lençol ainda quente do seu corpo que passou a última noite ali. Mas tudo bem, respirei fundo e levantei da cama. Então senti saudades da sua presença ali na cozinha, preparando o nosso café e me abraçando pela cintura enquanto visto aquela sua camisa que me serve de pijama e temo que os vizinhos vejam demais ou pensem absurdos ao nosso respeito. Mas mesmo assim abri a geladeira, as prateleiras e preparei o meu café da manhã. Então chegou a hora de sair de casa. Não encontrei seu guarda chuva ali perto da porta, nem ouvi você sendo contrário a minha sugestão, afirmando que bastava apenas um guarda chuva para nos proteger da chuva forte que caia lá fora. E adivinha, hoje, pela primeira vez após muitos anos, odiei quando aquela água tocou na minha bota e me fez ter medo que molhasse as minhas meias pretas que tanto gosto de usar no inverno, assim como odiei o fato de chegar na faculdade com os cabelos e o meu casaco amarelo molhados.
— Sabe, também estou sentindo a sua falta. Ontem a noite, minha sobrinha invadiu o meu quarto, disse que tinha perdido o sono e com aqueles olhinhos dela me pediu pra ficar ali comigo. Eu não consegui parar de pensar como teria sido se você estivesse ali, deitada junto comigo. Fiquei pensando em como você deixaria o seu lado maternal aflorar, colocaria ela entre nós dois, lhe contaria história e cantaria aquelas músicas que nunca consegui decorar. E quando anoitece é tão estranho sentar naquela roda e não ter você ali com a cabeça em meu ombro, rindo até da mosca que passa pela sua frente ou respondendo as piadas do meu cunhado. Depois que você passou a estar comigo em quase todo lugar que vou e em qualquer coisa que faço, é estranho não te ter aqui.
— É como se só estivéssemos completos ou satisfeitos quando estamos juntos.
— Sim. Isso mesmo.
Mais silêncio. Será que ele visitaria aquela ligação mais uma vez? Ou será que eles tinham perdido a vontade de conversar sobre aquilo? Será que estavam selecionando as palavras?
— Está fazendo o que?
— É pra ser sincera?
— Claro!
— Estava procurando o que fazer. Não tem nenhuma visita aqui em casa, nenhum parente por perto, os vizinhos estão viajando, a televisão e o rádio parecem estar de mal comigo…
— Eu também. Estava encarando sua foto no papel de parede, criando coragem para te ligar.
— É? E o que você iria me dizer quando eu atendesse?
— Eu te amo. Estou sentindo a sua falta.
Silêncio.
— Eu também te amo. Mas te diria mais uma coisa.
— O que?
— Volte logo.
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Yasmin Freitas
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20 maio 2013
Pra começar a semana bem
Segunda feira é um dia que bate aquela preguiça e aquele pensamento de "af, ainda falta uma semana toda" e parece pior quando é uma semana agitada ou que a gente está esperando algo. Por isso gosto de sempre começar a semana com algo positivo, seja um texto, uma música, um ato. Nem sempre dá, mas eu tento. E é pensando nisso que hoje trouxe uma música que tenho escutado bastante e tem me dado aquele gás, aquela vontade de encarar até a semana mais difícil e mais chata. Que tal você ouvir e começar a sua semana mais positiva?
Dance como se ninguém tivesse te olhando dançar
Cante bem alto embaixo do chuveiro
Se olhe no espelho, se ache legal
Quer saber? A vida é carnaval!
Tire um dia inteiro pra você
Leia um livro, ligue a TV
Telefone pra quem tem saudade
Faça tudo que quiser fazer
Celebrar!
Como se amanhã o mundo fosse acabar
Tanta coisa boa a vida tem pra te dar
O pensamento leve faz a gente mudar
Se acostume com a felicidade
Seja inteiro e não pela metade
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Yasmin Freitas
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